sexta-feira, 25 de setembro de 2009

U3-X


A Honda apresentou neste último dia 24, no Tokyo Motor Show 2009 seu mais novo produto conceito, o chamado U3-X, monociclo controlado pela inclinação do corpo do monociclista. A Honda também é responsável pelo projeto de uma roda que possibilite movimento para todas as direções.
O U3-X tem cerca de 31,5cm por 16 por 65cm e pesa uns 10kg. Sua bateria dura uma hora (o que, convenhamos, não nos refresca muita coisa). Já se comenta que é a solução tecnologica mais viável para resolver problemas de locomoção à curta distância.
Sabe que me lembrou vagamente o Plasmacar, conhece?

Aquele brinquedo que não tem engrenagens nem bateria e se locomove basicamente pela inércia (haha sim, é muito engraçado). Bom, mas o post não é sobre o plasmacar então abaixo segue um vídeo sobre o funcionamento do mais novo monociclo: o U3-X

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Flash Mob Madonna em Tóquio

Bom, que sou fã da Madonna não é segredo pra ninguém (apesar de ela ter caído um pouco no meu conceito nesses últimos tempos) e que também adoro flash mobs também não é segredo. Juntar as duas coisas então, parece ser bem legal, não?
Para divulgar a nova coletânea de Madonna, "Celebration", foi organizado um flash mob em Shinjuku, Tóquio, pelo ex-dançarino da turnê Stick and Sweet, Takahiro Ueno.
O resultado vocês podem conferir abaixo:



(A propósito... foi um flash mob bem longo)

Esconde-esconde

Um vídeo leve e engraçado que se expalhou pela rede há alguns dias:



domingo, 20 de setembro de 2009

Criador de Shin chan é encontrado morto

Yoshito Usui, criador da popular série de quadrinhos e desenhos animados "Shin chan" foi encontrado morto numa região montanhosa do Japão. Usui estava desaparecido há cerca de 9 dias quando saira para passear.
Segundo a NHK, o corpo foi encontrado no sábado (19) na montanha Arafune, na província de Gunma e teve a identidade confirmada logo após o resgate e acredita-se que tenha caido de um precipício de 100 metros.


(Imagem do divulgada do momento do resgate)

A série Crayon Shin chan, ou simplesmente Shin chan retrata o dia a dia de Shinnosuke Nohara, sua família e amigos. Apesar de ser uma série em torno de um garotinho de 5 anos, podemos considerá-lo o personagem mais odiado pelos pais e mais amado pelas crianças. Para os pais japoneses Shin chan seria o equivalente ao Bart no sentido de mau exemplo e muitas vezes as adaptações das histórias do mangá para a tv são suavizadas.



Quase tão velha quanto Dragonball a série anime é também considerada uma das mais longas do mundo com cerca de 2000 episódios. No Brasil Shin chan foi exibido em 2003 pela Fox Kids com cortes e censuras. Em 2005 a mesma versão voltou a ser exibida pelo canal Animax. O mangá foi lançado aqui pela Panini, mas infelizmente alcançou apenas 10 edições.


Fonte: G1

sábado, 12 de setembro de 2009

Hot Hashi: Shibari

Recentemente Lady Gaga, fez um ensaio à la Hot Hashi para a Vogue Japan. Todos sabemos que a cantora é conhecida por suas extravagâncias e pelas estratégias apelativas de se promover. O fato é que isso tem lhe rendido muita funfa e popularidade. O que ela teve de Hot Hashi, afinal, não é?

Pois bem: o ensaio de Gaga teve inspirações fetichistas relacionadas diretamente ao sadomasoquismo, mais especificamente a técnica de bondage (sentir prazer com a privação de movimentos do parceiro), no caso da Vogue Japan, o Shibari, que faz muito sucesso no Japão embora ainda seja ligeiramente um tabu (acho que mais pra nós do que pra eles).
Shibari é o verbo japonês referente a "amarrar" utilizado para descrever a forma artistica das amarrações. O bondage japonês (kinbaku) faz uso de técnicas de nós simples até os mais elaborados durante as amarrações sexuais (uh) que podem lhe conferir realmente um aspecto artístico. Neste caso o uso de cordas de vários tamanhos é essencial e a mais tradicional é a de cânhamo.
Dizem que os efeitos psicológicos proporcionados pelo bondage japonês são incomparáveis (o.O). Há no shibari uma união de múltiplos objetivos como a imobilidade, exposição, desconforto e estimulação erótica que no final deve dar algo bom (espero).
Obviamente não dá pra todo mundo sair se amarrando por aí simplesmente. Há técnicas específicas e cuidados que devem ser tomados que levam muito tempo para serem aprendidos. Deste ponto segue a disciplina nipônica, o respeito mútuo e a busca contínua por um entendimento entre os parceiros que devem estar cientes de que o prazer dessa técnica está no trabalho de todas as partes juntas e não apenas um elemento.

Isso foi fundo, não? Bom, se não lembram, o post "Vamos aprender a..." aqui do CdH mostrou que por vezes o assunto é tratado com muito bom humor e delicadeza no Japão, mas claro, também há o lado negro da força, vide o gigantesco mercado pornográfico nipônico muitas vezes conhecido por suas excentricidades. Não é a toa que para nós ainda soe tão exótico, para não dizer pervertido.
Não é raro ter conhecimento de eventos de demonstração e cursos para ensinar as várias técnicas de amarrações e de nós. Há quem pague muito caro para ser amarrado ou para aprender a amarrar. E aí? Vai encarar?
Tinha um video de um programa japonês onde ensinam como fazer uma amarra simples com uma modelo. Ficou super engraçado, mas nao consigo achar agora -_-* Assim que lembrar o link faço uma atualização aqui.


Mais imagens nessa coleção de fotografias: aqui

Imagem do dia - Olha o passarinho!



Olha o passarinho!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cães do Japão



Quando eu era criança lembro de ver o Marcelo Tas Não sei se na pele do Professor Tibúrcio ou do Telekid (aquele do Castelo Ra-Tim-Bum) repetindo várias vezes: "INU, INU" para explicar que a palavra, na verdade, significava "Cão" em japonês. "INU...INU" Foi praticamente um superbonder na minha mente. Eu nunca esqueci... mas enfim... o foco não é o Marcelo Tas, muito menos as aulas de japonês dele.

Ao que interessa:

Oficialmente são reconhecidos pela FCI, Federação Cinologica Internacional, 10 tipos de cães como raças nativas do Japão: Hokkaido, Kai, Kishu, Shikoku, Tosa, Chin, Spitz Japonês, Terrier Japonês, Shiba e Akita. Dentre eles, as duas últimas raças são extremamente importantes e valorizadas no Japão. Não me refiro puramente à questão comercial, mas histórica e culturalmente as raças Shiba e Akita possuem uma ligação muito forte com os japoneses. Todas as raças de lá são escassas fora de território nipônico o que as torna ainda mais admiráveis (fora o fato de que são muito fofas, todas elas).

O Shiba Inu (cão pequeno) é muito parecido com o Akita, mas um pouco menor. Descendente de lobos é considerado um cão de caça precioso com bom caráter, fiel e independente. O Shiba é considerado a variedade mais antiga originária do Japão e é citado nos primeiros registros japoneses como cães domesticáveis. Durante a II Guerra foram utilizados nos combates o que quase fez com que fossem extintos. Hoje são símbolo econômico e muito populares.




O Akita originalmente estava ligado à caça, mas por algum tempo chegou a ser utilizado em rinhas. Também estava ligado às figuras dos samurais como companheiros na defesa das terras.
Um ótimo cão de guarda, é muito fiel e afetuoso com os donos, mas bem desconfiado com estranhos. A lealdade do Akita, aliás, é relembrada com uma estátua erguida na estação de trem Shibuya, em Tóquio, em homenagem à Hachi-ko, um cão da raça Akita que viveu na década de 20. Ele e seu dono, o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial viviam em um bairro próximo da estação de Shibuya onde Hachi-ko normalmente o acompanhava e aguardava diariamente. Após a morte de Eisaburo em 1925, o cão continuou a ir todos os dias à estação para aguardar pelo dono até que o último trem chegasse. Em 1934 quando Hachi-ko partiu, foi enterrado junto com Eisaburo e foi imortalizado pela estátua de bronze chamada Chuken Hachi-ko (Leal cão Hachi-ko) que permanece até hoje na estação de Shibuya.
Há mais histórias e marcos ligados à raça Akita e também a ligação deste cão aos desejos de saúde, felicidade e vida longa.
Mais do que representar somente a lealdade do Akita o monumento é uma singela mensagem de amor entre os cães e as pessoas. Piegas ou não, quis simplesmente que fosse um post especial...

Update:
Foi um lapso da minha parte não citar o filme Hachiko: a dog's story, com Richard Gere, baseado na história de Hachi e que tem apontado nas bilheterias japonesas. Não há previsão certa para que possamos ver o filme por aqui ainda, mas fica o trailer:




à minha Yuki e à Lilica de Tati que partiram este ano

There and back again

Ok...em primeiro lugar: mil desculpas pelo sumiço (de longa data, diga-se de passagem) e pela falta de atenção na manutenção do blog... vou dar uma olhada nos videos que sairam do ar e tentar repor alguns. Como a cabeça anda muito gasta esqueci de salvar minhas centenas de páginas favoritadas quando meu computador foi formatado... mas enfim... vou também recolocando isso aos poucos.
As boas novas desse período longe do CdH são o bom andamento do projeto do banco de dados do meu estágio encabeçado pelo Zard e eu, a retomada aos estudos do tcc e a oportunidade de começar a parceria profissional com a Tarako. Sim... classificações e tudo o mais que nos aguardem; duas pequeninas com a fusão se tornam uma grande mente.

Imagino que isso não exatamente interesse, mas pelo menos explica parcialmente o desaparecimento e o coma em que o CdH esteve mergulhado. Espero conseguir retormar tudo daqui pra frente.